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Vou comprar uma franquia. Preciso de um sócio?
Quero ter uma franquia.
Este é um desejo que nasce a cada dia em mais e mais pessoas que buscam aliar-se a uma marca conhecida e se tornar donos do próprio negócio.
Porém, além de identificação com a marca, é preciso basicamente de capital e força de trabalho, que inclui tempo disponível para o dia a dia da operação.
Se você tem tempo e capital para abrir um negócio, pode estudar as franquias existentes e escolher a que fará parte da sua vida daqui em diante.
Caso falte um destes itens, ainda assim há opções para que seu desejo se realize. A sociedade é uma destas opções, e é viável quando há um alinhamento das expectativas e das funções de todos os envolvidos.
No franchising, são comuns as figuras do sócio-operador e do sócio-investidor. Se você tiver tempo para se dedicar, pode precisar de um sócio-investidor, e se tiver o dinheiro, pode precisar de um sócio-operador com tempo (integral) e disposição para estar no dia a dia.
No processo seletivo realizado pelas franqueadoras, cada um é avaliado de acordo com sua função no negócio. Do sócio-investidor se analisa a disposição de capital e sua idoneidade junto às instituições financeiras. Já o sócio-operador será analisado dentro do perfil que se busca para o franqueado daquela marca, pois ele é a pessoa que vai atuar à frente da operação.
Em geral a capacidade profissional do sócio-operador é o que vai definir a sua aprovação pela franqueadora. Segundo Ayda Braga, das franquias Café do Ponto e Casa Pilão, “em geral, os contratos de franquia são firmados em caráter Intuitu Personae, ou seja, a escolha por determinado candidato é feita levando-se em conta as suas características pessoais, sua formação, espírito de liderança, capacidade de gestão, entre outros. O que se quer é que o sócio-operador seja efetivamente quem estará presente, gerenciando o seu negócio e garantindo que a operação rode nos padrões da franqueadora.”
Numa sociedade, o importante é que o negócio seja satisfatório para todas as pessoas envolvidas.
Capital (investimento inicial e capital de giro) – o sócio investidor
Se faltar uma parte pequena do capital necessário para começar o negócio (menos do que 30% do total), você pode conseguir ajuda da família, sem necessariamente oferecer participação em seu negócio, ou pode contar com financiamentos bancários específicos para as franquias.
Para um levantamento maior de capital, é comum a participação de um sócio-investidor (ou mais de um, desde que haja possibilidade de ganho futuro para todos). Este sócio planeja um retorno financeiro relacionando o ganho com o valor que conseguiria em outros investimentos no mercado. O retorno vem em forma de participação nos lucros, conforme o contrato social.

Tempo e força de trabalho (dia a dia) – o sócio operador
Se não você não tem tempo disponível ou seu perfil não se enquadra no que é procurado pela franqueadora, pode precisar de um sócio-operador qualificado.
Há marcas que permitem que a loja/unidade seja administrada por um gerente, com a presença do franqueado em partes do dia ou da semana, mas não é o mais comum. Nos casos, por exemplo, em que este gerente pede demissão, o negócio tende a ter sérios problemas. Com a sociedade, a dedicação tende a ser maior e os resultados em geral são muito maiores, já que há principalmente mais autonomia.

Este sócio-operador recebe, além da participação nos lucros definida no contrato social, um pro-labore.

Observação: pro-labore significa “pelo trabalho” e é a remuneração de quem trabalha efetivamente na operação, representando o “salário” de quem administra o negócio. Seu valor deve ser compatível com o que o mercado paga, e pelas leis brasileiras, há incidência de 11% de INSS sobre seu valor. Os sócios que não trabalham na unidade não recebem pro-labore e sim a distribuição dos lucros.

Como escolher um sócio
Um sócio com um perfil diferente do seu pode ser o mais adequado para se tocar um negócio. Se alguém é tímido, pode funcionar bem um sócio comunicador. Se um entende de finanças, o outro lida bem com pessoas. E assim sucessivamente. O mercado de franchising oferece espaço para as sociedades, que são avaliadas pelas franqueadoras quando um candidato não tem sozinho todos os pré-requisitos.

E como dicas antes de começar uma sociedade, podemos pensar:

• Conheço bem esta pessoa? Quais são seus princípios? Como é a sua ética pessoal?
• Ela pode complementar habilidades que eu não tenho? Quem vai cuidar da área comercial? E do marketing? E da administração financeira? E da gestão de pessoas?
• Meu futuro sócio enfrenta bem os problemas do cotidiano? Como lida com suas próprias finanças?
• Quanto tempo cada um pode ou pretende se dedicar aos negócios no curto e no longo prazo?
• De onde vem o dinheiro que será investido? Já está disponível?
• Se ele já teve ou tem outro negócio, como lida com os funcionários? Valoriza as pessoas?
• Quem estará à frente do negócio? Quanto será o pro-labore de quem vai trabalhar na operação? E a partir de qual momento poderá contar com a retirada deste valor?
• Como será a divisão dos lucros? Serão reinvestidos no negócio? Quando poderá haver retirada?
• Como serão os períodos de descanso? Se um sócio tirar férias, como fica o negócio?
• Quem tomará as decisões? Como podem conversar? Quando se encontram?

Enfim, ao se decidir por uma sociedade, o alinhamento é fundamental. Tudo deve ser muito bem discutido antes da assinatura do contrato social, e as regras claras da parceria devem ser estabelecidas. Tente colocar no papel tanto as decisões quanto as consequências caso elas não sejam cumpridas. E busque que todos cresçam com a convivência e os resultados de algo duradouro.
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