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Shoppings são alvo de canadenses antes da alta de preços
Às vésperas das eleições presidenciais, o humor dos investidores internacionais é o inverso do que era há quatro anos. Coincidentemente, dois grandes fundos de pensão canadenses, o Cadillac Fairview e o Ivanhoe Cambridge, decidiram investir em empresas de shopping centers brasileiras neste ano.

"É curioso como os brasileiros parecem estar menos otimistas com o país do que nós mesmos. Na nossa avaliação, as perspectivas são muito boas. Com certeza, o Brasil irá alcançar a classificação de investment grade em algum momento", afirma Andréa Stephen, vice-presidente executiva da Cadillac Fairview Corporation. O fundo de pensão, que pertence aos professores de Ontário, comprou em junho 46% da Multiplan, grupo que administra e controla 14 shoppings e está entre as gigantes do setor no país.

Segundo ela, a associação com a Multiplan já vinha sendo analisada há dois anos e será o primeiro investimento direto feito pelo fundo em um país emergente. "Essa é a hora mais oportuna de se investir, antes que o país passe a ser considerado investment grade. Quando isto acontecer, todos virão", acredita a executiva.

E os concorrentes já começam a chegar. Na esteira do Cadillac Fairview, outro fundo canadense, o Ivanhoe Cambridge, também comprou uma participação expressiva em uma empresa brasileira, a Ancar, que possui e administra seis shoppings no país. Embora sejam concorrentes , o Cadillac Fairview e o Ivanhoe Cambridge também são parceiros em alguns shoppings centers no Canadá.

"Estamos em busca de oportunidades no Brasil", afirma Claude Sirois, que, assim como sua colega, Andréa, vê o Brasil como um mercado com grande potencial de crescimento. Os futuros investimentos da Cadillac Fairview no Brasil serão realizados por meio da Multiplan, afirma a executiva do fundo. Na América Latina, acrescenta, o grupo vê com boas perspectivas o mercado do Chile e descarta entrar na Argentina. "Mas não definimos ainda se iremos investir em outros países da região".

"Esses fundos estrangeiros são realmente grandes investidores. Eles vêm para construir novos shoppings e fazer aquisições", afirma uma fonte do setor, que acredita que alguns shoppings passarão, agora, a ser alvo de compras. O mercado brasileiro ainda está muito longe da saturação da indústria americana. "Nos Estados Unidos, os shoppings controlam 70% do varejo. No Brasil, esse percentual não chega a 20%", afirma Paulo Malzoni Filho, presidente da Associação Brasileira de Shopping centers (Abrasce).

"Já fomos procurados tanto por fundos de investimento quanto por shoppings estrangeiros, que têm interesse em entrar no Brasil. Mas não fechamos com nenhum deles", afirma Malzoni, cujo grupo controla os shoppings Paulista, West Plaza, Plaza Sul, Botafogo e o Pátio Higienópilis, empreendimento que, em 2000, buscou recursos no mercado de capital ao vender 25% em cotas de um fundo imobiliário.

Com a queda dos juros e a retomada do crédito imobiliário, os shopping também voltam a atrair investidores no mercado interno. Quando o fundo do Pátio Higienópolis foi lançado, a cota custava R$ 100. Na última transação realizada este ano, a cota foi negociada por R$ 250. Régis Dall`Agnbese, diretor da Rio Bravo Serviços Financeiros, acredita que as perspectivas são favoráveis para a captação de recursos por meio de securitização de recebíveis e de fundos imobiliários . "As CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) devem decolar. Neste ano, as emissões já alcançam R$ 1 bilhão, cifra semelhante ao que foi feito em todo o ano passado", afirma Dall`Agnese. Em 2005, as CRI s totalizaram R$ 2,1 bilhões mas, desse total, só uma operação, a do Pão de Açúcar, respondeu por R$ 1 bilhão.
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