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Riachuelo mantém projeto de abrir seu próprio banco
O diretor financeiro da rede Riachuelo, Flávio Rocha, mantém o projeto de abrir o seu próprio banco. "Devo me reunir ainda nesta semana com representantes do Banco Central. Mas esse é um processo demorado, que pode se estender por um longo período", disse Rocha, que contratou um consultoria especializada, a Control Bank, para assessorá-lo. Segundo uma fonte do setor, a empresa já assessorou outras varejistas que também abriram os seus próprios bancos, como a C&A e o Carrefour.

Rocha participou ontem, em São Paulo, de um seminário sobre inovação no varejo promovido pela empresa de consultoria GS&MD. Segundo ele, a legislação brasileira exige que, para abrir um banco, a empresa tenha 10% do capital que será emprestado.

A inadimplência da Riachuelo, afirma Rocha, voltou atualmente para um patamar de 6,5% após ter alcançado 7,2% há algumas semanas. "Nós passamos a adotar critérios mais flexíveis para concessão de crédito a partir do ano passado, o que fez com que nossa inadimplência, que era de apenas 3%, aumentasse. Mas nós vimos que o aumento nas vendas compensa a perdas no crediário", disse Rocha. O executivo considera que 7% seria uma inadimplência razoável.

Hoje, a maior parte dos parcelamentos na varejista concentra-se nos planos em cinco vezes sem juros e oito vezes com juros, sendo que o valor médio das parcelas gira em torno de R$ 15. Com o alongamento dos prazos, o valor do tíquete médio da Riachuelo cresceu de R$ 70 para R$ 120, diz Rocha.

Com uma política de crédito menos restritiva, a Riachuelo vem apresentando crescimento de dois dígitos nas vendas, exceção feita aos meses de junho e julho, quando a empresa apresentou aumentos inferiores a 10% pela primeira vez em vários meses. "O efeito da Copa do Mundo foi extremamente negativo para o nosso negócio", disse Rocha. As pessoas desapareceram das lojas. "Em agosto, nós já voltamos aos dois dígitos de crescimento. Nós já estávamos acostumados a eles", afirmou.
Segundo o presidente da Telhanorte, Fernando de Castro, a inadimplência cresceu entre 25% e 30% nos últimos seis meses, o que sinaliza que a capacidade de endividamento pode estar se esgotando. O presidente da C&C, Jorge Gonçalves, afirma, porém, que nem as financeiras ou os bancos estão mais restritivos na concessão de crédito e nem as taxas cobradas por eles subiram por causa da inadimplência. "A oferta de crédito continua a mesma", acrescenta. (CF)
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