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O Boticário usa meninas como caça-tendências
Jovens mulheres, entre 15 e 19 anos, estão na mira de O Boticário. E para entender seus gostos, comportamentos e manias, a fabricante de cosméticos está investindo em uma nova modalidade de pesquisa de produto, que usa as próprias consumidoras como "caçadoras de tendências".
Há alguns meses, a empresa selecionou 20 meninas, estudantes de quinze diferentes escolas paulistanas, como o Dante Alighieri e o Arquidiocesano. A empresa usou como critério a popularidade das jovens, entre as colegas. As meninas terão pela frente dois meses de encontros, tarefas e dinâmicas de grupo. Durante o processo, O Boticário será assessorado pela agência de marketing Decidindo, especializada em jovens, e pela empresa de pesquisa Arquitetura do Conhecimento.
Até dezembro, as estudantes deverão revelar às empresas quais as suas grifes, sites, músicas e gírias preferidas, entre outras coisas. De posse dessas informações, O Boticário vai começar a desenhar uma nova linha de produtos de maquiagem e cosméticos. Focada no público jovem, essa linha será lançada no meio do ano que vem.
"Além de ajudar a desenvolver, elas vão experimentar pelo menos novos 40 produtos e decidir a melhor textura, cor e até cheiro e sabor", afirma Ana Eliza Pavão, gerente de maquiagem da linha Cores, de O Boticário. A Cores, destinada às jovens, foi lançada em maio e é um sucesso de vendas. Os itens da linha já vendem mais do que os batons da marca - que sempre foram os carros-chefes das vendas.
Para participar desse time de jovens pesquisadoras, as estudantes não assinaram contrato nem prometeram sigilo. "Pelo contrário. Elas terão um blog para contar para as amigas tudo o que estão fazendo", diz Ana Eliza. O Boticário está fotografando e filmando cada ação das meninas. Como "pagamento" pela pesquisa, as estudantes vão conhecer de perto os bastidores do mundo da moda. Irão a desfiles, sessões de foto, estúdios de TV e redações de revistas especializadas.
Neste ano, a empresa projeta um crescimento entre 15% a 20% nas vendas, que totalizaram R$ 2 bilhões em 2005. A companhia produz em sua fábrica de Curitiba grande parte dos itens que são vendidos em 2,4 mil franquias, espalhadas pelo Brasil. A fábrica sozinha, que faturou R$ 650 milhões no ano passado, deve alcançar uma receita de R$ 740 milhões neste ano.
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