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Nestlé escolhe São Paulo para abrir butique de cafés
O café expresso é o novo negócio da Nestlé no Brasil. A multinacional suíça vai trazer para o país a Nespresso, uma butique luxuosa que vende café premium em pequenas cápsulas e máquinas especiais para o preparo de café. A primeira loja da América Latina está em obras adiantadas e será inaugurada em dezembro em um elegante endereço dos Jardins, em São Paulo.

A empresa já montou uma equipe dedicada ao Nespresso, que é considerado um negócio à parte dentro da multinacional, como a área de água mineral. Os executivos responsáveis e os funcionários que cuidarão da divisão não ficarão na sede da companhia na Marginal Pinheiros, em São Paulo. Estarão "in loco" analisando o novo negócio, na parte de cima do casarão escolhido para abrigar a nova butique.

Com a chegada de Nespresso, a subsidiária brasileira que faturou R$ 11,5 bilhões no ano passado e atua nas áreas de alimentos, nutrição animal e água, consolida-se no segmento varejo. A estréia foi no ano passado, com as lojas Cremeria Nestlé, que estão instaladas em shopping centers do país. Para a nova experiência, São Paulo foi a cidade escolhida por ser a capital do luxo e também pela forte cultura do café.

Criada em 1989 na Suíça, a butique está em grandes cidades, como Genebra, Zurique, Viena, Paris e Moscou - ao todo, são cerca de 40 butiques. Na Nespresso, mais do que uma loja, a Nestlé vende o conceito de Coffee Experience. Totalmente voltado para o público de classe A, o projeto inclui o Club Nespresso, que oferece um serviço 24 horas personalizado por internet ou telefone. Através dele, o consumidor recebe desde conselhos sobre misturas e "blends" de café até a manutenção das máquinas.

O que há de mais diferente nesse negócio são as chamadas cápsulas - copinhos coloridos de alumínio com diferentes aromas. O preto é o "ristretto", o típico café italiano expresso bem forte e o "Arpeggio" um "blend" mediterrâneo é de cor roxa. O Finezzo, amarelo, é uma mistura com notas de frutas e os vermelhos são os descafeinados - em três versões diferentes. Ao todo, são 12 tipos das chamadas cápsulas.

O café usado na produção das cápsulas é selecionadíssimo, do tipo Grand Cru. O café gourmet representa 10% da produção de café verde. Desse total, entre 10% e 20% são aceitos pela Nestlé. Isso significa que Nespresso aceita entre 1% e 2% da produção total de café.

Para experimentar qualquer um desses expressos, o consumidor precisa adquirir uma máquina especial. A microcápsula é colocada dentro da máquina, que contém o recipiente para água quente na parte de trás. Fora do Brasil, elas são vendidas entre US$ 200 e US$ 2,5 mil. As máquinas são produzidas em parceria com fabricantes, como Siemens e Miele. Um dos últimos e mais badalados modelos é a Le Cube, que mistura design dos anos 50.

O Brasil será base para toda a América Latina. O executivo que cuidará do negócio no continente ficará sediado aqui. Para o próximo ano, há planos de abertura de lojas em outros países da região. Tanto as cápsulas quanto as máquinas serão importadas.

No balanço dos primeiros nove meses, a empresa não abre o tamanho de Nespresso em seu negócio. No relatório, porém, a empresa diz: "Nespresso continua a ter um desempenho excepcional, com crescimento de dois dígitos". Em 2004, foram vendidas 1,3 bilhão de cápsulas e as vendas alcançaram 600 milhões de francos suíços (US$ 476,2 milhões).
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