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McDonald`s muda gestão no negócio da América Latina
O McDonald`s implementou neste ano mudanças na gestão de suas operações na América Latina, onde a corporação estuda vender seus ativos e adotar, a partir de 2007, um outro modelo de negócio, chamado de "developmental licensee", ou "DL". No início deste ano, o ex-presidente do McDonald`s na Venezuela, Nino Rotondi, foi transferido para o Brasil, onde ocupa agora a vice-presidência de operações, ou o equivalente ao cargo de COO ("chief operating officer"). Sob a sua responsabilidade estão os 549 restaurantes da cadeia de fast-food no Brasil.

A vinda do executivo venezuelano deve-se à ascensão do empresário Woods Staton, que vem ganhando poderes dentro da América Latina. Staton, que é sócio e presidente do McDonald`s na Argentina, agora é quem comanda todas as operações na América do Sul, com exceção do Brasil. A subsidiária brasileira, por sua vez, também está há três anos sob a direção de um argentino: Sergio Alonso. Segundo fontes do setor, ele e Staton possuem um bom relacionamento.

Conforme publicou o Valor em setembro, o McDonald`s estuda vender os ativos que controla nos 18 países da região - inclusive no Brasil - para um ou mais grupos de investidores. Desta forma, a McDonald`s Corporation passaria apenas a receber os royalties pela concessão da marca, convertendo as subsidiárias integrais nesses mercados em licenças.



É esperado que o processo de venda se arraste até novembro. Em um relatório enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão fiscalizador americano, o McDonalds informa que não esperava concluir "transações significativas" em 2006.

Circulam no mercado informações não confirmadas de que a GP e o Pactual estão entre os fundos de private equity brasileiros que participam das negociações e que, entre os fundos estrangeiros, estaria o Capital Group.
Staton também desponta como uma peça importante dentro do projeto de conversão das subsidiárias em "DL". Os fundos de private equity são investidores financeiros e precisariam de executivos - como Staton, por exemplo - que pudessem operar a cadeia de fast-food.

A Argentina é um dos poucos países onde o McDonald`s manteve uma sociedade com um parceiro local. Esse modelo chegou a ser adotado no Brasil, onde a corporação foi sócia até o início dos anos 90 dos empresários Peter Rodenbeck e Gregory Ryan. A multinacional comprou as participações societárias e transformou o Brasil em um subsidiária integral há cerca de 10 anos.

Rodenbeck detém hoje a licença para operar duas outras grandes cadeias americanas no Brasil, a rede de restaurantes Outback e a rede de cafeterias Starbucks. Ao que tudo indica, este modelo seduziu também o McDonald`s. Ao converter as subsidiárias na América Latina em licenças, a maior cadeia de hambúrguer do mundo estará implementando um modelo semelhante de negócios ao adotado pelas suas concorrentes americanas.

O formato de "DL" não é uma novidade no McDonald`s, que já utiliza, na América Latina, esse modelo na Costa Rica, Honduras, Nicarágua e até mesmo no Uruguai. No entanto, esse modelo nunca foi utilizado em um mercado do tamanho do Brasil, que é o sétimo maior mercado do mundo para a multinacional
Segundo apurou o Valor, o McDonald`s poderá desistir de converter as subsidiárias em licenças caso não encontre uma fórmula adequada. Ainda pairam muitas dúvidas de que como essa conversão poderá ser feita e de que forma ela afetará os funcionários, fornecedores e franqueados.

Os grande fornecedores globais do McDonald`s também fizeram grandes investimentos no Brasil para atender à cadeia de fast-food e uma parte deles em dólar, antes da maxidesvalorização do real, em 1999. Foi justamente neste ano em que foi inaugurada em São Paulo a "food town", ou a cidade do alimento", um complexo que custou US$ 70 milhões.

O investimento foi bancado pelos grandes fornecedores do McDonald`s, entre eles frigorífico americano OSI, a panificadora Fresh Start Bakery (FSB Foods) e a distribuidora Martin-Brower. Segundo fontes do setor, o McDonald`s também precisou "socorrer" os fornecedores e comprou, em 2002, o terreno de 160 mil m², na Rodovia Anhangüera, por cerca de R$ 60 milhões. Procurado, o McDonald`s não confirmou as informações e não quis se pronunciar sobre esse assunto. Representantes da OSI e da FSB Foods não foram localizados.

No Brasil, o McDonald`s precisou recomprar vários restaurantes de franqueados que entraram na Justiça contra a corporação.
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