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Franquias já adquirem status de lojas-âncora
Os mercados de shoppings e de franquias caminham lado a lado no Brasil. Algumas marcas conhecidas do grande público estão presentes em quase todos os centros de compras espalhados pelo país e há empreendedores que optaram por abrir franquias somente em shoppings.

O presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo, destaca que há alguns fatores essenciais para que algumas franquias se instalem em shoppings. Por exemplo, a segurança, que é maior do que nas lojas de ruas. Os lojistas acabam se beneficiando do movimento de público dos shoppings, um item essencial sobretudo para quem está iniciando um novo negócio.

A rede de franquias Vivenda do Camarão tem todas as suas 145 unidades instaladas em shoppings, em razão dos fatores como os destacados pelo presidente da ABF, mas há outras vantagens neste tipo de modelo de negócio, destaca o sócio-proprietário da companhia, Diego Perri. "Nos shoppings, nós podemos projetar modelos menores de restaurantes, com 40 ou 35 m2, o que não seria possível numa loja de rua."

Inicialmente formatada para atender a clientes das classes A e B, a empresa acabou acompanhando o fenômeno do aumento da frequência dos consumidores das classes B e C. De acordo com Perri, hoje a marca está presente também nos shoppings mais populares. Perri destaca que, apesar do camarão ser identificado como um produto nobre, a rede pratica preços competitivos com relação a outros tipos de alimentos, como massas e carnes. O empresário pondera, no entanto, que há dificuldades na relação entre franquias e shoppings. Uma delas é o crescimento dos custos, como os aluguéis, principalmente nos empreendimentos de maior porte.

O presidente da ABF destaca que o setor de shoppings é essencial para a expansão de redes importantes do setor, como alimentação e moda. Tanto que parte da expansão do setor no passado foi prejudicada por conta do atraso na entrega de alguns empreendimentos que tiveram as obras postergadas com a crise de 2008/2009.

Camargo destaca que franquias com marcas famosas, mesmo que ainda não tenham unidades locais, são reconhecidas facilmente pelo público consumidor. Na região Sudeste, afirma, o índice de lojas que funcionam no regime de franquias nos shoppings chega a 70% dos empreendimentos. Já no Nordeste, onde há uma maior presença de lojistas locais, o índice é mais reduzido, entre 35% e 45%.

"Há uma relação simbiótica entre shoppings e franquias", afirma André Friedheim, sócio-diretor da Francap, empresa que estrutura operações de franquias. De acordo com Friedheim, com o desenvolvimento de mercado, redes como a Óticas Carol já desenvolvem modelos específicos de lojas conforme o padrão do shopping. O executivo lembra que algumas franquias se tornaram tão importantes perante o público que já são tratadas em alguns empreendimento como lojas-âncora.

O diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva, lembra que a presença de marcas tradicionais é garantia de público para os empreendedores. Também é um fator de confiança o fato de o franqueado já ter passado por um processo prévio de seleção. "Essa seleção do lojista não precisa ser feita pelo shopping, já que esse trabalho já foi feito pela franquia."

De acordo com Silva, esse fatores tornam-se ainda mais importantes quando o franqueado é um iniciante no varejo. "A chance de um lojista novato dar certo debaixo do guarda-chuva de uma franquia é muito maior do que ele se aventurar sozinho no mercado, diz o diretor da Alshop. O superintendente do Mais Shopping Largo Treze, Marco Antônio Ferreira, lembra que os lojistas e os funcionários passam por processos de treinamento, oferecidos pela franquia, antes de iniciar suas atividades.
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