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Franquias em expansão
Empreendedores de marcas franqueadas no Distrito Federal festejam o desempenho do segmento, que está em pleno crescimento

Os empresários franqueados e franqueadores que atuam no Distrito Federal estão colhendo bons frutos. Os resultados obtidos pelas franquias de Brasília confirmam os resultados positivos em âmbito nacional. Em 2006, o faturamento das franquias em todo o Brasil cresceu 12% em relação a 2005, atingindo R$ 40 bilhões. Foram formadas 157 novas redes de franqueados e inauguradas 2.430 novas unidades comerciais. São 553 mil empregos diretos gerados pelo setor.

"No ano passado tivemos um crescimento no faturamento de 32% em relação a 2005", afirma Jovica Djukic, proprietário há um ano e meio de uma loja da rede Submore, especializada em alimentos saudáveis. Jader Rodrigues, franqueado há sete anos e proprietário de uma das três lojas Prazer Sem Culpa, especializada em doces light, também comemora o bom desempenho do setor. "Tivemos um faturamento 30% maior no ano passado. E se você pegar os últimos quatro anos, o crescimento foi de 100%. Dobrou". Para ele, não é de hoje que as franquias conseguem um bom desempenho em Brasília.

Boa opção
As franquias são consideradas como uma boa opção para quem não quer abrir mão do sonho do negócio próprio, mas faz questão de ter segurança para seu empreendimento. Nesta modalidade de negócio, conhecida como franchising, o empreendedor adquire o direito de comercializar produtos e serviços de uma marca já estabelecida no mercado e em troca se compromete, por contrato a – além de fazer o investimento inicial necessário para a viabilização de uma unidade comercial da franquia –, pagar periodicamente taxas para a matriz.

Com isso, o empreendedor garante que estará comercializando produtos e serviços já testados e conhecidos pelo mercado, além de, dependendo do contrato, obter uma série de orientações em relação à funcionários, caixa, localização, obras e fornecimento.

Profissionalização
De acordo com o diretor de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Franchising (ABF), André Friedheim, o sucesso empresarial obtido pelo setor de franquias se deve a uma transformação nos últimos anos. "A franquia passou por um processo intenso de amadurecimento e profissionalização. Antes, ela era um negócio secundário, que o empresário dava para a esposa não ficar parada ou para o filho que não conseguia emprego depois de formar na faculdade. Hoje não, a maioria das franquias são administradas por profissionais integralmente dedicados", explica Friedheim.

A analista na área de orientação empresarial do Sebrae-DF, Maria Auxiliadora de Souza, acredita que a modalidade do franchising ainda tem muito espaço para crescer, já que é relativamente desconhecida por muitos empreendedores que estão pensando em abrir o próprio negócio. "As pessoas vêm procurar o Sebrae atrás de informações sobre negócio próprio e acabam descobrindo aqui que tem o perfil apropriado para as franquias", diz.

Para a analista, são muitos os fatores que contribuem para o sucesso do franchising. "É a segurança de um negócio já experimentado, já testado pelo mercado. E num País instável como o nosso, a franquia te possibilita compartilhar riscos", acrescenta.

Conhecer o perfil é fundamental
Conhecer o próprio perfil de administrador é a primeira tarefa para quem pretende aderir a uma franquia. Segundo o diretor de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Franchising (ABF), "o perfil do franqueado é o de empresário, não o de empreendedor. O empreendedor é uma pessoa mais criativa, inovadora, quer sempre tentar coisas novas, é um revolucionário. Neste sentido, as regras da franquia podem podá-lo um pouco. Já o empresário é aquele que sabe lidar com gente, recursos humanos, cuidar da parte financeira. Este é o perfil ideal", explica André Friedheim.

Apesar das restrições impostas pelas franqueadoras, a fim de manter a unidade e qualidade da marca, os casos de problemas judiciais são muito raros nas relações de uma franquia – garante Friedheim. "A maioria dos casos é resolvida no diálogo. E se alguém não está satisfeito, é só vender para alguém que esteja mais disposto", diz o executivo da ABF.

Para o proprietário de uma unidade da lanchonete Submore, Jovica Djukic, também é fundamental que o franqueado escolha uma atividade que esteja ligada às suas afinidades pessoais. "Você tem que pensar num ramo de negócios do qual você gosta", diz. No caso de Jovica Djukic, ele conta que sempre gostou de praticar esportes e de manter uma alimentação saudável. Quando a oportunidade de administrar uma lanchonete especializada em alimentos leves surgiu, em 2005, Jovica Djukic – até então funcionário da Embaixada da Sérvia em Brasília –, deixou o trabalho na área diplomática e partiu para a carreira empresarial.

Light e diet
Apesar da mudança radical, o sérvio garante que é importante não se precipitar e pensar cuidadosamente antes de decidir a que franquia aderir. "Tem que pesquisar bastante sobre a franquia. Faturamento, lucro, custos. E tem que focalizar suas energias no negócio. Tem que se dedicar", completa.

Jader Rodrigues, dono da loja da Asa Norte da Prazer Sem Culpa, ressalta outros fatores que devem ser considerados. "Hoje, é fundamental ter um bom ponto. E em termos de produtos, primar pela qualidade e diversidade. Somos a única doceria light e diet de Brasília", exemplifica.

Alimentação, o carro-chefe
Entre os muitos segmentos que fornecem opções de franchising, o da alimentação se destaca como carro-chefe. Até 2006, este era o setor que concentrava a maior parte dos negócios, 182 redes ao todo. O número representa 18% de todas as franquias do País.
Para Jovica Djukic, dono de uma loja franqueada da Submore, na SCLN 115, a opção pelo setor de alimentação era óbvia. "Sempre pensei em abrir algo com comida. Acho que para ganhar mais dinheiro o setor de alimentação é melhor. Sempre falava para meus amigos que um computador, um carro, as pessoas podem comprar ou não, depende da vontade e das condições financeiras. Mas comer todo mundo tem de comer", resume.

É do setor de alimentação que uma das mais bem-sucedidas experiências de franchising de Brasília surgiu. A rede de lanchonetes Giraffas começou na cidade, há 25 anos, em 1982. A opção de expansão feita pela matriz foi por meio de franqueamentos. Hoje, o Giraffas está presente em todas as regiões do País. São 67 unidades comerciais no Distrito Federal e 215 lojas em 12 estados. Jomar de Moraes, que optou por uma franquia da rede em 1995 e hoje é dono de três lojas, conta o sucesso do empreendimento. "Na época, percebi que o setor de alimentação era o que prometia os melhores resultados. O Giraffas tem um produto bem conhecido, massificado e está em expansão", avalia.

Confraria
Se o setor de alimentação ainda é a força principal do franchising, outros ramos de atividade começam a querer mostrar o peso de Brasília nas redes de franquias nacionais. A fábrica e loja de sapatos, bolsas e artefatos em couro Confraria deve abrir três franquias fora do DF até junho deste ano. As cidades programadas para receber lojas da rede são Goiânia (GO), Curitiba (PR) e Salvador (BA).

O gerente-comercial e sócio da Confraria, Eduardo Ávila e Silva, confirma a boa fase do franchising. De acordo com ele, uma vez tomada a decisão de expandir a rede para outras cidades, não faltaram empreendedores dispostos a adquirir uma franquia da marca. "Nós é que temos dificuldade de selecionar. A concorrência é forte. Queremos alguém que entenda o conceito da empresa, que se envolva. Queremos uma relação de entendimento", explica.

Em 2005, o setor de acessórios pessoais e calçados foi o que apresentou o crescimento de faturamento mais significativo entre o segmento de franquias, elevando sua receita em 46%, superando R$ 1 bilhão.

Fest Noivas
Mas não só as empresas físicas que abrem suas marcas a terceiros. Um dos mais tradicionais eventos da cidade, o Fest Noivas, acaba de abrir franquia para o Ceará e já negocia promoções para outros estados. Considerado um dos eventos de maior sucesso na Região Centro-Oeste e um dos maiores do setor no País, o Fest Noivas, que este ano fará sua 15ª edição, será realizado também em Fortaleza, entre 29 de março e 1º de abril.

Os promotores de eventos e sócios desse negócio, o cearense César Serra e o mineiro Renato Nunes, comemoram este ano 19 anos à frente da empresa CS & RN Cerimonial – cuja experiência inclui dois mil casamentos e festas.

“O Fest Noivas é a prova que existem excelentes profissionais na cidade e que os empresários brasilienses não ficam a dever a nenhum outro. Produzem serviços de qualidade e estão antenados com as novidades do mundo”, observa César Serra que está estudando proposta para realizar um Fest Noivas também em São Paulo.

Investimento seguro
Jomar de Moraes, proprietário de três lanchonetes da rede Giraffas, confirma que o franchising pode ser o caminho mais seguro para obter sucesso na hora de administrar o próprio negócio. Funcionário público até 1995, ele guardava o sonho de ser o próprio chefe e enxergou a possibilidade numa franquia Giraffas. "Tinha o sonho do negócio próprio há muito tempo. Mas como não tinha experiência, achei menos arriscado a franquia", lembra.

O empresário começou com uma loja da rede no Gama. Hoje, ele é proprietário de 3 lojas da franquia, inclusive uma das mais recentes, localizada no supermercado Wall-Mart. Jomar de Moraes conta que jamais se arrependeu de ter optado pela franquia e garante que não pensa em partir para um negócio independente.

"Quando a relação entre o franqueador e o franqueado é saudável, ela está sempre alimentando novos investimentos, melhorando as unidades comerciais. Você se mantém porque enxerga uma evolução. Mas não só do lucro ou da loja. Mesmo você entrando num negócio com garantias, o mercado faz com que você evolua, ele exige mais capacidade administrativa de você. Você sente essa evolução e isso dá satisfação", relata.

Contraste
Para o diretor de Comunicação da ABF, André Friedheim, o caso de Jomar de Moraes é o padrão nos negócios de franchising. "A tendência do empresário é, vislumbrando o sucesso com a franquia, em vez de sair atrás do negócio independente, formar outras unidades dentro da própria rede. Ou então procurar outras franquias complementares às que ele já possui", observa o executivo.

O sucesso dos empreendimentos franqueados é ainda mais forte quando contrastado com os resultados dos negócios independentes. De acordo com dados do Sebrae, 80% dessas novas empresas não sobrevivem aos cinco primeiros anos de atividade.

Já entre as franqueadas, a proporção das que conseguem superar os primeiros anos chega aos 85%. Apenas 15% não resistem aos cinco primeiros anos. André resume a vantagem das franquias sobre o negócio independente. "Ela minimiza o risco, te dá acesso a uma marca de prestígio, tecnologia e know-how", conclui.
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