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Eles ganham com a paixão - Conheça os empresários que apostam no apetite do torcedor em busca de uma goleada de lucros
Quando os chineses inventaram um esporte que daria origem ao futebol, há mais de dois mil anos, eles não imaginavam quanta paixão essa atividade poderia despertar. Movimentando emoções ao redor do mundo, o futebol transformou-se no maior negócio esportivo da atualidade. Segundo a Fifa, a principal entidade do setor, só em 2011 o universo das quatro linhas movimentou € 2,25 bilhões entre ingressos, publicidade e transações de jogadores. Como morder uma fatia desse bolo? No Brasil ainda é impossível para as pessoas físicas investir em ações dos times, como acontece na Europa, onde clubes como o Manchester United são listados em bolsa.
Quando os chineses inventaram um esporte que daria origem ao futebol, há mais de dois mil anos, eles não imaginavam quanta paixão essa atividade poderia despertar. Movimentando emoções ao redor do mundo, o futebol transformou-se no maior negócio esportivo da atualidade. Segundo a Fifa, a principal entidade do setor, só em 2011 o universo das quatro linhas movimentou € 2,25 bilhões entre ingressos, publicidade e transações de jogadores. Como morder uma fatia desse bolo? No Brasil ainda é impossível para as pessoas físicas investir em ações dos times, como acontece na Europa, onde clubes como o Manchester United são listados em bolsa.

Mesmo assim, pode-se tornar um franqueado das lojas que distribuem artigos com os símbolos dos times. Investindo a partir
de R$ 50 mil e aguardando de 24 a 36 meses para a maturação da aplicação, é possível vender uma lista de itens que vão de brinquedos a roupas íntimas para quem só pensa naquilo – no desempenho do clube favorito. De olho nesse filão, clubes de massa como Vasco da Gama, São Paulo, Internacional e Corinthians licenciaram suas marcas no varejo. Nos próximos meses, as lojas do Palmeiras deverão abrir suas portas. Corintiano, o empresário paulistano Vitor César Pereira inaugurou, em 2009, sua primeira loja da rede de franquias Poderoso Timão, que vende roupas, objetos e artigos esportivos com a marca do time paulista.


Paixão no Brasil...: o adeus do goleiro palmeirense Marcos na terça-feira 11

Ele logo percebeu que a emoção pode ser lucrativa. “Já tive o caso de um cliente que tinha R$ 400 em dinheiro para quitar a fatura do cartão de crédito, mas entrou na loja e resolveu pagar o mínimo de R$ 50. Com o resto, ele comprou camisetas do Corinthians”, diz o empresário. “Nesse negócio, você mexe com emoção, e por isso o cliente tende a gastar um pouco mais.” O campo, sem trocadilhos, é vasto. Segundo Fernando Ferreira, da Pluri Consultoria, empresa paranaense especializada em esportes, a renda dos clubes brasileiros com ingressos para os jogos representa apenas 7% das receitas do futebol no País. O restante vem de outras fontes, como a mídia e o licenciamento da marca.

Segundo o consultor e dirigente esportivo José Carlos Brunoro, que nos anos 1990 representou a Parmalat na vitoriosa parceria com o Palmeiras, esse é um dos itens mais valiosos. “A franquia é um bom negócio para o empreendedor, porque ele usa uma marca consolidada e tem acesso a uma metodologia de trabalho”, diz. No caso de Pereira, o jogo deu tão certo que ele inaugurou outras duas outras lojas do Poderoso Timão e investiu em três franquias da rede São Paulo Mania, que vende artigos do São Paulo. Esse negócio tem florescido ao redor do mundo. Prova disso é um levantamento do escritório paulista Carlezzo Advogados, que lista o número de bilionários que investem no esporte bretão.


No ataque: franquias como a do vasco permitem trabalhar com uma marca consolidada

Entre eles figuram o indiano Lakshmi Mittal, presidente da Acellor Mittal, que ocupa a 21a posição na lista das maiores fortunas da Forbes, com ativos de US$ 20,7 bilhões, proprietário do time de futebol Queens Park Rangers, da Inglaterra, e o oligarca russo Alisher Usmanov, em 28o lugar na lista, com US$ 18,1 bilhões, controlador de outro time inglês, o Arsenal. Sem falar no grupo de empresários dos Emirados Árabes Unidos, encabeçados pela Autoridade de Investimento do Catar, que adquiriu o passe do Paris Saint-Germain em junho do ano passado. Embora a paixão possa render dinheiro, não adianta apenas torcer para que o negócio dê certo.


...E no Japão: Corintianos em Tóquio, antes do jogo com o Al-Ahly, na quarta-feira 12

De acordo com a vice-presidente da Associação Brasileira de Franquias, Cris Franco, é preciso pensar na atividade como um negócio. “Associar-se a uma marca consagrada não garante automaticamente o sucesso”, diz ela. “É preciso tomar os mesmos cuidados necessários na hora de investir em qualquer franquia.” Deve-se pesquisar o potencial de mercado, selecionar cuidadosamente o ponto e ficar atento ao fluxo de caixa. O empreendedor Roger Carvalho Reis pensou exatamente nisso quando, há três anos, resolveu investir nessa atividade. Prestes a abrir a quarta loja do Poderoso Timão na capital paulista, Reis acredita que não se deve misturar paixão com o trabalho.

“Meu foco é totalmente nos negócios”, diz ele. Mesmo assim, ele reconhece que é possível lucrar com o valor sentimental do time. “São 30 milhões de corintianos, o que significa cinco milhões de compradores pelo menos”, diz. Segundo André Friedhein, sócio da consultoria paulista Francap, o placar para esses empreendedores deverá ser favorável nos próximos anos. Eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada vão profissionalizar o segmento esportivo, o que vai contribuir para a boa forma financeira das franquias. “O futebol movimenta milhões de reais por ano e está a caminho da profissionalização”, diz Friedhein.


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