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Com origem na feira livre, a Camicado vira rede nacional
No fim da década de 80, a Camicado quebrou um tabu: retirou os balcões e espalhou copos, panelas, talheres e eletroportáteis em expositores no meio da loja, permitindo que os fregueses tocassem nos produtos. Dezenove anos depois, promete inovar outra vez: quer ser a primeira rede de utensílios para casa com abrangência nacional.

A meta da varejista paulista é passar de 17 para 30 unidades nos próximos dois anos. A expansão pelo Brasil começou, com força, no primeiro semestre do ano, quando a Camicado fincou sua bandeira no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Abriu mais uma loja em Curitiba que, desde 2003, funcionava como loja-teste para experimentar a estratégia de expansão.
Os planos, agora, são ampliar a atuação no Rio de Janeiro - que poderá ter até cinco lojas - e reforçar também nos estados do Sul.

Diferentemente das varejistas de alimentos ou de roupas, as redes de utensílios para casa geralmente são regionais e com pouquíssimas lojas. A Camicado pegou carona na falência dos grandes magazines, como Mesbla e Mappin, que eram os seus maiores concorrentes.
"Daqui para frente, o foco está centrado na abertura de lojas e no conceito de houseware", disse Fábio Kow, diretor de projetos da Camicado Houseware, que falou ao Valor caminhando pela loja que funciona no Shopping Eldorado para mostrar os mais de 10 mil itens que a rede vende.

Por "houseware", entenda-se, segundo ele, uma loja de utensílios para casa "democratizada", que vende desde um abridor de latas, a R$ 1,50, a um faqueiro que custa mais de R$ 1 mil. Uma boa parte da oferta de produtos tem a etiqueta Camicado.
Familiar e com a sua origem na feira livre, a Camicado já tem 40% da oferta de produtos com a sua marca própria. São três linhas: a Stone Home, com produtos importados, a Madison e a Camicado Houseware. Uma curiosidade: a Stone Home é uma linha de louças, cujo design é criado pela equipe da Camicado, mas que vem praticamente toda da China. "Fomos um dos pioneiros a trabalhar com os chineses", afirma Kow. "Fazemos isso há dez anos."

O executivo diz que a Camicado passou o último ano preparando o terreno para a sua expansão. "Primeiro investimos em tecnologia e na logística de distribuição", afirma. Pelo celular, com apenas um clique, ele consegue acompanhar com detalhes as vendas das 17 lojas da rede. Sabe que produto vendeu, quanto vendeu e qual loja vendeu. "Podemos controlar tudo", diz o executivo que trabalha há sete anos no grupo.

Com tecnologia mais avançada e uma central de distribuição maior, a rede também conseguiu montar uma loja virtual. "Apenas no primeiro semestre as vendas on-line cresceram 66%" diz o executivo, sem revelar números.
Um sistema de automação permite que, quando o produto passa na boca do caixa, há uma baixa imediata no estoque da central de distribuição. "Isso só é possível em compras com entrega, cujas mercadorias saem do depósito", explica.

Até porque, boa parte dos estoques da Camicado ficam dentro das suas lojas. A rede atua fortemente com listas de casamento: de cada 100 casais que trocaram alianças em São Paulo, 82 fizeram lista na Camicado.
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