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Ergonomia do espaguete. "Vocês também comem espaguete", disse Alberto Stella, presidente da fabricante de móveis Estel. A observação foi a assinatura para a produção no país de sua linha de escritório em parceria com a Riccó. "Eu falo italiano e a empresa foi fundada por italianos, então tudo facilitou", diz Fernando Bottura, diretor da fabricante nacional Riccó. Mas não foi só pelo amor ao macarrão que o negócio andou. Há alguns anos a Estel observava o mercado brasileiro. Chegou a abrir aqui um escritório para fazer algumas vendas pontuais. Mas há um ano chamou Francisco Vergamini que constituiu a representação exclusiva Squadra para viabilizar a chegada efetiva da companhia no país. "Eles viram que outras marcas de móveis corporativos high end vieram para o país, compraram fábricas aqui e se deram mal. Não queriam repetir o mesmo erro ", conta Vergamini, CEO da Estel Brasil e da Squadra. Saiu daí a ideia de encontrar um fabricante nacional capaz de absorver o know-how da empresa e fazer peças aqui. "Eles precisavam baratear os custos de produção e, por incrível que pareça, um trabalhador ainda custa mais caro lá do que aqui", compara Vergamini. Chegaram a cogitar há oito anos uma joint-venture na China, mas o choque cultural impediu o processo. "Lá eles comem macarrão de um jeito muito diferente do nosso", brinca ele. Pelo acordo, a Riccó terá um contrato de produção por dois anos. "Eles manifestaram o interesse de se aprofundar no mercado nacional. Por isso, se cumprirmos todas as exigências até 2011, pode-se pensar numa fusão ou joint venture", diz Bottura. A expectativa da Estel é que o Brasil venha a abastecer a América Latina, apesar do foco nesse momento ser o mercado interno. Em 2008, a Estel faturou 130 milhões de euros em 40 países.

Espaguete I. O showroom da marca abre em março, em São Paulo. "Esperamos um faturamento de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões neste primeiro ano, mas nesse começo já vendemos R$ 4 milhões. Nesse segmento é factível vendermos cerca de R$ 2 milhões por mês", diz Vergamini. O primeiro contrato firmado foi com a Omint, que mobiliou toda sua nova sede em São Paulo. "Os escritórios de advocacia e os bancos são os mercados mais promissores este ano", avalia Bottura. Para se ter uma ideia de preço, uma estação de trabalho Estel começa em R$ 2 mil (sem cadeira) por pessoa.

Espaguete II. Segundo Bottura, a Estel escolheu vir para o país num momento em que o mercado nacional "não tem mais fabricantes de móveis corporativos triple AAA, e os seus concorrentes internacionais que estavam aqui foram embora." Além de produzir duas linhas mais acessíveis na fábrica do Belenzinho - a cult e a plat - e fazer a montagem das peças de alta gama, a Riccó fará a importação das peças assinadas por designers como Karim Rashid e Oscar Niemeyer. O arquiteto brasileiro desenvolveu uma mesa para a Estel que na Itália custa 20 mil euros. "Mas eles vão dar um bom desconto porque querem ganhar o mercado", diz Bottura.


Angela Klinke
19/02/2009
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