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A vitrine do franchising
A presença de investidores estrangeiros e a realização de rodadas de negócio são alguns dos atrativos da ABF Expo Franchising 2006, principal feira brasileira do setor

O mercado de franquias no Brasil está em uma fase de amadurecimento, profissionalização das empresas e uma das grandes fontes para buscar mais conhecimento e troca de experiências é a ABF Expo Franchising. A feira de franquias apresenta anualmente as principais novidades e é um dos grandes ambientes de fechamento de negócios do setor. "Uma empresa que participa da feira tem a vantagem no mínimo de se fortalecer institucionalmente, melhorar a marca. A ABF Expo é a principal vitrine do franchising brasileiro", explica André Friedheim, consultor da Francap.

A edição 2006 da feira será realizada entre os dias 7 e 10 de junho e traz novidades como a participação do Sebrae e a execução de rodadas de negócios, além de cursos para os visitantes e expositores. "As expectativas são grandes, pois teremos um Congresso Internacional e vários representantes estrangeiros. As palestras também estão aumentando e o objetivo é sempre proporcionar a comunidade em geral o maior número de informações possível sobre o setor a fim de angariar novos negócios e novas parcerias para a comunidade", diz Melitha Prado, consultora da Novoa Prado Consultoria Jurídica.

O setor de franquias teve um crescimento de cerca de 13% de faturamento em 2005 em relação a 2004. As estimativas são de que 3 mil novas franquias foram abertas no ano passado, especialmente nos setores de acessórios pessoais e calçados, turismo e alimentação. "Isso se deve principalmente ao crescimento da economia e conseqüentemente ao aumento do consumo. Hoje em dia 50% das lojas de shopping, por exemplo, já são franquias", diz Friedheim.

Outro ponto que tem ajudado no sucesso do franchising no país é a profissionalização tanto do franqueador quanto do franqueado. "O perfil do franqueado mudou muito. Ele aumentou a dedicação, a franquia passou a ser um negócio principal e não uma segunda opção de renda", garante Friedheim. Melitha destaca também a flexibilidade que o cidadão brasileiro possui para empreender. "Realmente nesse quesito, o povo brasileiro possui um grande jogo de cintura que faz com que situações adversas possam ser transponíveis", fala.

Apesar dos bons resultados do franchising brasileiro, Friedheim aponta alguns pontos que dificultam uma expansão ainda maior do setor. "As altas taxas de juros, a falta de amadurecimento do mercado e as poucas linhas de financiamento na área são fatores que atrapalham o crescimento do setor no país", afirma. Segundo Melitha alguns pontos de ordem geográfica e cultural também freiam um pouco o crescimento. "Vejo que a extensão do país dificulta a expansão. Temos regiões muito distintas em termos de cultura, costumes e práticas comerciais", acredita.

ABF Franchising Expo 2006
7 a 10 de junho de 2006, das 13h às 21h
ITM EXPO (Centro Têxtil)
Avenida Engenheiro Roberto Zuccolo, 555
São Paulo - SP
www.abfexpo.com.br

Edição 2005
A ABF Expo Franchising 2005 teve um público de 26.500 pessoas e um fechamento de negócios da ordem de R$ 20 milhões. No ano passado as principais novidades da feira foram a realização conjunta da BrasilShop, feira realizada pelo lojistas de shopping para escolha e venda de pontos comerciais, além do Gosto do Franchinsing, espaço destinado à produtos de franquias de alimentação. O crescimento do setor em 2004 foi de 9% e, em 2005, 13%, o que mostra a força do Franchising no país.

Erros mais comuns
A consultora jurídica Melitha Novoa Prado, especializada em redes de negócios, listou, com base em sua experiência, os erros mais comuns cometidos por franqueadores e franqueados. "Além de frustrações e desgastes pessoais, muitos destes problemas terminam em conflitos judiciais e no final da parceria comercial", fala.

Franqueadores

Pensando no papel do franqueador, Melitha lista os erros mais comuns cometidos por eles na relação de franquia. "Não ouvir seus parceiros com atenção e disponibilidade é um dos mais graves. Observo que quase tudo começa na deficiência de comunicação e na falta de diálogo", diz.

Somente as redes que operam com transparência e gestão participativa têm mais chances de obter sucesso na administração de seus conflitos. "A comunicação é um instrumento importantíssimo. Os franqueadores devem saber ouvir e justificar suas falas. Estar perto de seus franqueados ou quaisquer parceiros comerciais, acompanhando suas performances, os fará evoluir através das próprias ferramentas disponíveis na rede", ensina.

A demora para criar opções para resolução de conflitos. "Sempre que for possível, é melhor optar pelas ferramentas de negociação ou, ainda, pelas câmaras de mediação e arbitragem. De forma mais rápida, menos burocrática e mais eficiente que a Justiça Comum, esses órgãos já possuem profissionais capazes de ajudar na solução de conflitos e até de manter a parceria comercial", finaliza.

O terceiro erro mais comum cometido por franqueadores, na visão de Melitha, é omitir-se diante de um conflito, ou seja, não agir de maneira imediata em prol de sua dissolução. "Isto demonstra que o responsável pela rede é conivente com o problema".

Para evitar todos os problemas citados a saída, segundo a consultora, é estar atento ao franqueado. "Com isso, é possível superar as expectativas da rede de franqueados e deixá-los cada vez mais satisfeitos".

Franqueados

Analisando a outra ponta - os franqueados - a consultora cita como erros comuns a falta de dedicação à operação do negócio; não acreditar na expertise do franqueador, não saber motivar a equipe e não praticar uma boa administração financeira da loja.

"Estes problemas, em geral, resultam em baixa rentabilidade da unidade franqueada", ressalta. "Em muitos casos, o franqueado - insatisfeito e frustrado com o negócio - acaba buscando o culpado, na maioria das vezes o próprio franqueador, em vez de buscar novas opções para resolução dos seus problemas ."

Para evitar esta situação, a consultora volta à defesa da gestão participativa. "É dar voz e saber ouvir toda a cadeia de pessoas que fazem parte de uma rede: o proprietário da marca e sua equipe, o canal de distribuição e sua equipe além do consumidor final. Todos devem estar se relacionando de maneira saudável. Administrar sentimentos negativos e incentivar os sentimentos positivos faz parte do processo", finaliza.
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